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The overall sound event
A dense, throbbing immersion into the street carnival soundscape of Florianópolis’ historic downtown, captured from a high-floor apartment (9th floor) during the peak of revelry in February 2026. The sound acts as a living organism: the annual carnival migration floods the urban space, temporarily turning the city center into a high-energy acoustic zone where human, mechanical, and ritual elements overlap in a festive noise ecosystem.
Core layer (distant ~200–400 m, direction Centro / Praça XV – Largo da Alfândega – Av. Paulo Fontes):
Featuring the dense sonic wall of the Bloco Fanfarra da Ponte's brass and percussion instruments, interwoven with overlapping crowd voices and euphoric chants. A key captured moment unfolds as the bell of Florianópolis Metropolitan Cathedral begins its tolling, ringing clearly through the old downtown facades with its metallic, resonant, solitary timbre. Gradually, this fades — dissolving into the acoustic horizon — naturally unveiling, layer by layer, the massive brass and percussion surge of the bloco advancing like a collective wave: saturating the mid-low spectrum and flooding the space with chaotic, overlapping crowd voices in roaring chorus.
Textures, timbres, and interactions
The trio’s sub-bass arrives with a slow, breathing envelope, almost like a giant creature inhaling/exhaling; saturated mids create a “murmuring sea” of human voices; piercing high-frequency whistles and whistles cut through like arrows; street echoes and natural reverb from narrow downtown alleys add spatial depth; brief “low tide” moments (when a bloco moves away) expose the sonic fabric’s fragility — relative quiet quickly invaded by new impulses (another approaching group, passing moto, isolated scream). Strong mid-high masking occurs from the crowd density, but sub-bass penetrates everything, subtly vibrating floors and windows.
Technical – Equipment and context
Stereo XY/AB/ORTF recording with Zoom H6. Captured from an open window in an apartment in downtown Florianópolis, during the peak of the Bloco Fanfarra da Ponte and the open-stage programming surrounding Praça XV / Av. Paulo Fontes, no fim do carnaval. No heavy post-processing — only light volume normalization. Original duration: [insert the actual file duration here]. Ambient sound level: high (peaks ~85–95 dB SPL estimated at the window).
This recording documents an extreme urban acoustic ecology moment: carnival as a temporary event that rewrites the city’s sonic signature, dominating the frequency spectrum, altering behaviors (human, animal, traffic), and establishing a sprawling sonic territory across blocks. Perfect for soundscape studies, field-recording-based composition, sound installations on urban festivity, or simulations of chaotic festive environments.
This recording was made as part of the ongoing "Electroacoustic Sound Map of Florianópolis" research project (Mapa Sonoro Eletroacústico de Florianópolis). The project is funded by the Government of the State of Santa Catarina via the Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), approved under Public Call FAPESC/UDESC No. 35/2025, Process No. 910/2025. The research is led by Flora Holderbaum.
O evento sonoro como um todo
Uma imersão densa e pulsante na paisagem sonora do Carnaval de rua no Centro Histórico de Florianópolis, captada de um apartamento no alto (9º andar), durante o auge da folia diurna de fevereiro de 2026. O som é um organismo vivo: o carnaval invade o espaço urbano como uma onda migratória anual, transformando o centro numa zona de alta energia acústica, onde o humano, o mecânico e o ritualístico se sobrepõem num ecossistema temporário de ruído festivo.
Camadas e territórios sonoros principais
Camada principal (distante ~200–400 m, direção Centro / Praça XV – Largo da Alfândega – Av. Paulo Fontes):
Apresentando a densa parede sonora do Bloco Fanfarra da Ponte, composta por instrumentos de sopro (metais) e percussão, entrelaçada com vozes sobrepostas da multidão e cantos eufóricos. Um momento chave capturado se desenrola quando o sino da Catedral Metropolitana de Florianópolis inicia seu badalar, ecoando claramente pelas fachadas antigas do centro com seu timbre metálico, ressonante e solitário. Gradualmente, esse som desvanece — dissolvendo-se no horizonte acústico — revelando, camada por camada, a massa sonora maciça de metais e percussão do bloco que avança como uma onda coletiva: saturando o espectro médio-grave e inundando o espaço com vozes caóticas e sobrepostas da multidão em coro estrondoso.
Camada média (ruas próximas, ~100–300 m): Multidão em movimento – milhares de vozes sobrepostas (conversas, gritos, risadas, cantorias desalinhadas), assobios agudos, apitos de plástico, buzinas esporádicas de carros presos no entorno, motores de motos acelerando em escapamentos abertos. Explosões isoladas de bombinhas e fogos de artifício pequenos pontuam o tecido sonoro.
Fundo constante: Zumbido da cidade (ar-condicionado coletivo, ventiladores, geradores dos trios), vento leve batendo nas janelas e reflexões acústicas nas fachadas dos prédios antigos do centro.
Texturas, timbres e interações
Graves do sistema de som do trio chegam com envelope lento e ondulante, quase como respiração de um animal gigante; médios saturados criam um “murmúrio de multidão” que soa como mar revolto de vozes humanas; agudos cortantes de assobios e apitos perfuram o espectro como flechas; ecos e reverb natural das ruas estreitas do centro dão sensação de profundidade espacial; momentos de “baixa maré” (quando o bloco se afasta) revelam a fragilidade do tecido sonoro: silêncio relativo invadido rapidamente por novos impulsos (outro bloco se aproximando, moto passando, grito isolado). A sobreposição cria masking acústico forte nos médios-altos, mas os subgraves atravessam tudo, fazendo o chão e as janelas vibrarem levemente.
Technical – Equipamento e contexto
Gravação estéreo XY/AB/ORTF com Zoom H6.. Captada de janela aberta em apartamento no Centro de Florianópolis, durante o pico do Bloco Fanfarra da Ponte e programação de palcos abertos circundando a Praça XV / Av. Paulo Fontes, no fim do carnaval. Sem pós-processamento pesado — apenas leve normalização de volume. Duração original: [insira aqui a duração real do arquivo]. Nível sonoro ambiente: alto (picos ~85–95 dB SPL estimado na janela).
Essa gravação documenta um momento de ecologia acústica urbana extrema: o carnaval como evento que temporariamente reescreve a assinatura sonora da cidade, dominando o espectro, alterando comportamentos (humanos, animais, tráfego) e criando uma territorialidade sonora que se estende por quarteirões. Ideal para estudos de soundscape, composição baseada em field recording, instalações sonoras sobre folia urbana ou simulações de ambientes festivos caóticos.
Esta gravação foi realizada no âmbito do projeto de pesquisa “Mapa Sonoro Eletroacústico de Florianópolis”, financiado pelo Governo do Estado de Santa Catarina via FAPESC (chamada pública FAPESC/UDESC nº 35/2025, Processo nº 910/2025). A pesquisa é conduzida por Flora Holderbaum.
Type
Wave (.wav)
Duration
3:01.002
File size
49.7 MB
Sample rate
48000.0 Hz
Bit depth
24 bit
Channels
Stereo